domingo, 28 de abril de 2013
domingo, 21 de abril de 2013
In satisfa são
Triste a sina do homem que optou por ser um insatisfeito crônico.
Ora bolas, a vida nunca será fácil. Um bom começo seria reconhecer a infelicidade desse mundo, e a partir disso viver. Viver a vida. Viver porque tudo é, felizmente, infeliz. "Dramatiza-te!"
A vivência de momentos de felicidade fugaz é o motivo pelo qual a vida se faz valer a pena(cada pena)."Satisfaça-te!"
Ora bolas, a vida nunca será fácil. Um bom começo seria reconhecer a infelicidade desse mundo, e a partir disso viver. Viver a vida. Viver porque tudo é, felizmente, infeliz. "Dramatiza-te!"
A vivência de momentos de felicidade fugaz é o motivo pelo qual a vida se faz valer a pena(cada pena)."Satisfaça-te!"
Pensados e pesados.
Hoje eu acordei disposto a errar, de novo.
Não que eu compactue daqueles velhos clichês de: "pois aprenderei com meus erros", ou ainda "na minha vida, sou especialista em errar".
Longe disso...
quinta-feira, 18 de abril de 2013
terça-feira, 16 de abril de 2013
Pensados e pesados.
Se adormecermos em nós mesmos, o tempo há de nos cobrar multa por cada segundo. Destarte, é prudente de nossa parte que levantemo-nos, e caminhemos. Caminhar, apenas. Conhecer a distância de cada passada é essencial, saber onde vai chegar não o é.
segunda-feira, 15 de abril de 2013
Achados e pedidos. Perdidos e perdoados.
Perdi o fôlego, tal e qual o verso.
Perdi a carteira, tal e qual o maço.
Perdi a lágrima, tal e qual o lenço.
Perdi-me naquilo tudo que penso.
Esquecerei das horas, tempo e espaço.
Mas não vou esquecer do olhar, do passo,
Dos ombros, do sorriso, e do abraço.
domingo, 7 de abril de 2013
Desapego
Não preciso de porto.
Não preciso de ilha.
Nem rua sem saída.
Preciso do por do sol;
De que valha meu dia;
De um barco à vela,
Também da ventania.
Pois hoje, não vou tentar!
Lembre-se: não vou ligar.
Hoje o dia acordou,
Sem você não ligou.
Não vou tentar, meu bem.
Não vou ligar, meu bem.
Que você não desperte também...
Não desperte em mim!
quinta-feira, 28 de março de 2013
Coorte da vida vivida
Novas introduções. Novos objetivos. Novos métodos. Novos delineamentos. Novas variáveis. Novas discussões. Novos resultados. Novas conclusões. Novos fins. Outros começos.
domingo, 24 de março de 2013
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
Embaraço de vento, ao vento
Por que desistiu da dança?
Dançar contigo é tão bom!
Dói saber da tua descrença,
Nosso desencontro de tom
Dói saber da tua descrença,
Nosso desencontro de tom
Por que desistiu do amor?
Apaixonar-me por ti é tão bom!
Talvez seja isso, minha flor,
Beijo-te: Há de ser meu dom
Beija-me: Há de ser minha vida
Com vida, convida-me e eu vou
Sem embaraço, esquece o dia...
O dia, e o laço que o vento levou
Beijo-te: Há de ser meu dom
Beija-me: Há de ser minha vida
Com vida, convida-me e eu vou
Sem embaraço, esquece o dia...
O dia, e o laço que o vento levou
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
Onde mora a perfeição?
"Onde anda essa danada?" Vejo conhecidos, amigos e desafetos -por que não?- procurando, por aí, essa tal de perfeição. Dizem que divide apartamento com a pessoa perfeita. Mas de ambas, não viram, nem provaram, só ouviram falar.
Cultivo minhas dúvidas. Não quanto a existência da perfeição -apesar de não compreendê-la por completo, não tenho dúvidas que exista, e que provo dela todos os dias-, e sim quanto a veracidade dessa "busca".
Todos que a procuram, privam-se do luxo de verificar que tudo o que procuram está bem de baixo dos seus narizes. Não infrequentemente estão encrustados dos valores que procuram. Ora bolas, se não sabem reconhecê-los, como querem encontrá-los? Mas, e sempre há esse tal de "mas", voltemo-nos ao fio da meada: Acontece que, muito provavelmente, não queiram de fato a perfeição. Querem, na verdade, aquela complexa imperfeição, travestida de perfeição. Ilusão criada, única e simplesmente, com aquele velho intuito da auto-destruição. Sabe como é: pessoa fragilizada se frustra. Frustrada vai à depressão. Deprimida necessita de compaixão. Com a compaixão, e com muita sorte, a "perfeição" há de olhar para ela, e no auge de todo o sofrimento, compreenderá que o melhor para o mundo é assumir a perfeita ilusão que criaram para ela, não limitando-se ao mundo travestido a qual está "enjaulada". Ah sim, hão de fazer mudança de sexo, todas essas imperfeitas-perfeições das suas cabeças. Ah sim...
domingo, 28 de outubro de 2012
Faça quando quiser
-Faça o que quiser, quando tiver vontade, no tempo em que puder ser feito!
Escute os conselhos dos teus amigos, pois certamente eles possuem a visão mais coerente sobre o que deve ser feito, e provavelmente tu não te machucaria se os seguisse.
MAAAAAS - e sempre há um ben(mal)dito mas, em tudo e todos-, restringe-te APENAS a escuta-los. Não segue conselhos de outrem, por mais admirável que seja o conselheiro. Segue os teus próprios conselhos, ou melhor, segue o teu instinto! Escolhe os caminhos frente as tuas vontades e, a partir disso, constrói tua própria caixa de conselhos.
-Interessante... Então não vou me machucar fazendo isso? Não vou me frustrar se seguir minhas próprias vontades? Queres dizer que a fórmula é apenas seguir meus instintos?
-Vais te machucar sim. Vais te frustrar, um pouco, sim... E aqui entre nós, isso não passa de um conselho meu...
terça-feira, 11 de setembro de 2012
Divagação em Devaneio.
Benditos males do amor! Já me saciei, incansavelmente,
desfrutando de suas falsas promessas. Faço isso apenas para prosseguir. Faço
por não esperar verdades perpétuas.
Qual será a hora em que saberei estar curado? Acredito que, de tantas já pensadas, a hipótese mais adequada é que nunca estarei hígido, ou então nunca adoeci.
Ou ainda, o fato de curar deve estar diretamente ligado à aceitação de que a vida, coerentemente, irá me negar o deleite de desejos intensos e momentâneos. A alegria fantasiada de fugacidade.
Cada janela que se fecha, traz consigo a incontestável sina da aproximação. A sina daquela porta escancarada, que dá acesso ao próximo jardim encantado - não há de ser o primeiro; não há de ser o último-, onde despreocupado adentrarei, e aprenderei a cultivar novas flores, em novas estações.
Tão mais belas. Tão mais vivas.
domingo, 26 de agosto de 2012
Contemplando no horizonte a chuva
Foi inevitável recordar do teu olhar
Olhos de mover tormentas a cada curva
Olhos pra rever, olhos pra relembrar
O vento forte balançou meu corpo
Mas foi te lembrar que me desequilibrou
Impotente, me vi chegando ao topo
Mas tudo acontece ao passo do que sou
Agora nos restam todos os tempos
Há sempre muito tempo... Muito pouco
Tudo acontece ao passo do que somos
E se ontem não consegui, hoje eu não perco
Foi inevitável recordar do teu olhar
Olhos de mover tormentas a cada curva
Olhos pra rever, olhos pra relembrar
O vento forte balançou meu corpo
Mas foi te lembrar que me desequilibrou
Impotente, me vi chegando ao topo
Mas tudo acontece ao passo do que sou
Agora nos restam todos os tempos
Há sempre muito tempo... Muito pouco
Tudo acontece ao passo do que somos
E se ontem não consegui, hoje eu não perco
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
Um pensamento solto no dia
O narrador:
Parou, olhou e refletiu:
Das coisas que não disse
Falou tudo o que conseguiu
Embora pleno e de coração
Pensou ser menos do que merecia
Pois ela merece o mundo em canção
Merece a rosa, e os roseirais
Um dia, um mundo, e mais outros,
E ela merece, sempre, muito mais...
O apaixonado:
Dentro da minha limitação o mundo fisicamente não posso dar
Mas tento transcreve-lo em palavras belas, mas simples palavras
Tudo o que a quero dar e tudo o que digo ela significar
Como rosas, ou roseirais que sempre ao mais leve toque do ventanejar vindo com a primavera e os beija-flores parar.
Como um dia que podendo ser como qualquer, ou único, quando em sua companhia estiver.
Como um mundo que se traduz ao todo em ELA, consegues imaginar o seu significar?
Todavia e tudo isto sendo tão belo traduzido ao nosso escrevinhar, como seria se com ela não puder estar?
Ainda assim, a ela... um dia, um mundo, e mais outros mereceria. E sempre os merecerá!
A publicação de hoje contou com a participação de um grande amigo e colega: Guilherme Wilson Meirelles Tenfen. Apresentei à ele a parte "O narrador", e ele se encarregou de criar a bela passagem de "O apaixonado"! Foi a primeira vez que contei com uma parceria na parte de criação, e confesso que achei bem interessante! Quem sabe surjam mais trabalhos em parceria com amigos!
Um bom dia a todos!
Abraços
Parou, olhou e refletiu:
Das coisas que não disse
Falou tudo o que conseguiu
Embora pleno e de coração
Pensou ser menos do que merecia
Pois ela merece o mundo em canção
Merece a rosa, e os roseirais
Um dia, um mundo, e mais outros,
E ela merece, sempre, muito mais...
O apaixonado:
Dentro da minha limitação o mundo fisicamente não posso dar
Mas tento transcreve-lo em palavras belas, mas simples palavras
Tudo o que a quero dar e tudo o que digo ela significar
Como rosas, ou roseirais que sempre ao mais leve toque do ventanejar vindo com a primavera e os beija-flores parar.
Como um dia que podendo ser como qualquer, ou único, quando em sua companhia estiver.
Como um mundo que se traduz ao todo em ELA, consegues imaginar o seu significar?
Todavia e tudo isto sendo tão belo traduzido ao nosso escrevinhar, como seria se com ela não puder estar?
Ainda assim, a ela... um dia, um mundo, e mais outros mereceria. E sempre os merecerá!
A publicação de hoje contou com a participação de um grande amigo e colega: Guilherme Wilson Meirelles Tenfen. Apresentei à ele a parte "O narrador", e ele se encarregou de criar a bela passagem de "O apaixonado"! Foi a primeira vez que contei com uma parceria na parte de criação, e confesso que achei bem interessante! Quem sabe surjam mais trabalhos em parceria com amigos!
Um bom dia a todos!
Abraços
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
Distância
Não chore os dias ruins
Alimente-me com teus sorrisos
Estarei aqui, de longe, ao teu lado
Não chore aos dias ruins
Cante dias melhores
Não te privando a infelicidade
Mas nunca esqueça
Estarei aqui, longe, ao lado
A distância, que encurta, priva
É inevitável não se lembrar disso
Inevitavelmente estará ali, parado
Como a lembrança boa da segunda
Com o gosto de fruta da terça
Na quarta já estará tão longe
Somos todos reféns desse mesmo tempo
Esta ali, ao lado... Longe demais
Nossas jaulas permanecerão distantes
Então eu poderei lembrar que não te vi
Vou lembrar que estava ali, ao meu lado
Ao longe não verei, mas ainda lembrarei
Não chorei dias ruins
Recitei com a voz dos olhos meus dias melhores
Escrevi na minha memória o que não direi um dia
Mas o necessário então eu direi, e isso bastará
Encurtei o espaço na imaginação
Virtualmente longe, invariavelmente perto
Dias ruins, dias bons, mera ilusão!
Foram dias normais em que vivi liberto
Próximo ou distante, em meu coração
domingo, 5 de agosto de 2012
Nem todo dia chove!
Rimei
em ti dias e noites
Cantei pra ti flores e amores
Suportei por ti chuvas e sóis
A poesia, não declamada
A canção, rosa desafinada
A dor, profunda e calada
O tempo correu
Rompendo correntes
Enfraquecendo o algoz
Trazendo a certeza
Nem todo dia chove
Coração, liberto coração.
Cantei pra ti flores e amores
Suportei por ti chuvas e sóis
A poesia, não declamada
A canção, rosa desafinada
A dor, profunda e calada
O tempo correu
Rompendo correntes
Enfraquecendo o algoz
Trazendo a certeza
Nem todo dia chove
Coração, liberto coração.
sexta-feira, 27 de julho de 2012
Partida
Estranho sentimento
imerso em solidão
Aos limites de mim, entre linhas perdidas
Estive contando cicatrizes no meu coração
Aos limites de mim, entre linhas perdidas
Estive contando cicatrizes no meu coração
São os resquícios das
minhas partidas
Faltaram chegadas às idas
e vindas
Onde o inesperado contempla a estrada
Sobraram, perdidas nas
malas, as despedidas
Sobrou, no tempo, a insatisfação
calada
Sobrou o não dito entremeio
as esquinas
E escondido em cada uma, um olá já dito
E escondido em cada uma, um olá já dito
Se não admirasse a
infelicidade dessa sina
Decerto não escreveria ao meu mundo finito
Decerto não escreveria ao meu mundo finito
sábado, 14 de julho de 2012
De palavras não ditas
Procurou palavra emudecida
No silêncio de um tempo, ou mais
Não encontrou uma saída
Mas partiu em busca dos sinais
Plagiou ideias de si mesmo
Jogou ao vento dias e histórias
Sonhou, acordou e esbravejou
Não parou antes da sombra da vitória
Dos dias em que cantou
Lembrou daqueles não aprovados
Lembrou das horas escritas
Dos versos não ditos, e dos desencontrados
Por não ter nada a dizer
Procurou qualquer palavra
Sem saber o que dizer
Não disse nada, emudeceu
Quando houve o que dizer
Ela sorriu, ele esqueceu
domingo, 8 de julho de 2012
Dias de reticência...
Meu mundo estranho de ser
O meu jeito equivocado de crer
Não sabendo ao certo se sim
Mas contando com a certeza do não
Não cogito verso, ou poesia
Aceito as regras da tua partida
Mantendo calado em mim o sofrer
Justo quando ha muito a dizer
Ha música no tempo do meu silêncio,
E declarações nas minhas ausências
Dos beijos, o mais doce, e o mais vivo
E da esperança, dias sem reticências
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