sexta-feira, 27 de julho de 2012

Partida


Estranho sentimento imerso em solidão
Aos limites de mim, entre linhas perdidas
Estive contando cicatrizes no meu coração
São os resquícios das minhas partidas


Faltaram chegadas às idas e vindas
Onde o inesperado contempla a estrada
Sobraram, perdidas nas malas, as despedidas    
Sobrou, no tempo, a insatisfação calada

Sobrou o não dito entremeio as esquinas
E escondido em cada uma, um olá já dito
Se não admirasse a infelicidade dessa sina
Decerto não escreveria ao meu mundo finito

sábado, 14 de julho de 2012

De palavras não ditas


Procurou palavra emudecida
No silêncio de um tempo, ou mais
Não encontrou uma saída
Mas partiu em busca dos sinais



Plagiou ideias de si mesmo
Jogou ao vento dias e histórias
Sonhou, acordou e esbravejou
Não parou antes da sombra da vitória

Dos dias em que cantou
Lembrou daqueles não aprovados
Lembrou das horas escritas
Dos versos não ditos, e dos desencontrados


Por não ter nada a dizer
Procurou qualquer palavra

Sem saber o que dizer
Não disse nada, emudeceu
Quando houve o que dizer
Ela sorriu, ele esqueceu

domingo, 8 de julho de 2012

Dias de reticência...


Meu mundo estranho de ser
O meu jeito equivocado de crer
Não sabendo ao certo se sim
Mas contando com a certeza do não

Não cogito verso, ou poesia
Aceito as regras da tua partida
Mantendo calado em mim o sofrer
Justo quando ha muito a dizer


Ha música no tempo do meu silêncio,
E declarações nas minhas ausências
Dos beijos, o mais doce, e o mais vivo
E da esperança, dias sem reticências

domingo, 1 de julho de 2012

Rio Lucidez


Gostaria de saber qual é o motivo do teu brilho
Se soubesse o que fazer, eu faria por gostar
Dos belos olhos e do sorriso, apenas o caminho
Escondo em mim sorrisos teus para lembrar

Se exito tanto assim, é simplesmente por querer
Criei em ti uma deusa, uma santa e todos os amores

Dos jardins que já criei, é o teu que anseio florescer
É estranho não pensar em nada além das flores



Entre contemplação e receio
Vertem rios de lucidez
Da contemplação eu faço versos
Com receio a insensatez
Entre ansiedade, medo e frio
Restam estilhaços do coração
Meu maior medo não é ter

Nem os dias na escuridão
O medo é ter e não ser

"[...]Alguma coisa acontece no meu coração[...]"


É uma boa música, sem sombra de dúvida, essa tal de "Sampa". É bom falar que "alguma coisa acontece no meu coração". Parece que estou mais vivo, e um tanto mais intenso.


...

Dias inteiros em um segundo
Durante o piscar de olhos
Em tempo, em vento
Eu estava leve, mas não livre
Foi quando teus olhos pesaram em mim

Na jaula que fiz, lamentei
Extrema vontade contaminada
Não pude evitar, apenas fiquei
O escuro da solidão me tomou
Foi assim que pude enxergar



...

domingo, 24 de junho de 2012

Sobre quem canto


Da noite ao dia
Da chuva, o mar
Do beijo, o mel
Do céu, o olhar 

Do sorriso, a luz
Do brilho à paixão

Dos olhos, encantos
Do verso à canção

Da inspiração, a vida
Da vida ao coração
Das idas, as vindas
De tempo e solidão



Canto a tua imagem
Que dança ao parar
E me para ao andar
Canto as rimas de amar
Essa insana ilusão,
De céu, mar, contemplação
O seu mar, consternação
Seu marco, tempo, ilusão
Seu corpo, templo à paixão

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Desexplicação.


Há quem diga e pense, nesse exato momento, que o elo está rompido, e com ele todo o doce encanto juvenil, que não faz muito florescia. É evidente que não é verdade! Não para mim. Se me ausento não é por mal, quanto menos rompimento. Provavelmente seja um alento para alma, pois assim como tu sofres com tudo o que o dia traz, eu sofro com tudo que parte de mim. Cada palavra que zarpa do estaleiro da minha boca, é parte do que penso, e expor assim meu pensamento é antídoto, mas também é veneno. A nau que parte com rumo certo, não conta com as intempéries do tempo e espaço. Ao atracar no porto dos teus olhos, das flores que enviei, muitas vezes, só restaram espinhos. Nessas horas o que nos resta? Apenas "desexplicações".

Verso solto


Me fui,
fiquei, sem saber
voltei, subi, desci 
fiquei, e fui me ver
parti para ver, e vi
pensei, talvez perdi
ao perder, ganhei
ganhar e voltar, 
perder e lutar, 
ao ganhar saber, 
ao lutar cansar
lutar, lutar
vi, vivi, voltei, aprendi
mas acima de tudo
-e antes de tudo-, amei.








Esse estava guardado na gaveta fazia algum tempo.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Perco


Se não machuca, não dói
Aos poucos prossigo
Mas se dói, me corrói
E o sentimento persiste


A luz que guardei
Involuo em mim
E o que ainda sei?
Era o que prosperava!

Então o acalanto
Pro sentimento que insiste
Perco-me no encanto
da rosa ao florir.

Roteiro


sobrevivi
vivi
ganhei
perdi
aprendi


Tudo isso em apenas um dia, ou menos. Repetir incansavelmente.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Sem verso


O verso de hoje voltou para o rascunho, para ser editado em outra hora. Resta-me apenas o desabafo:

É possível que ontem tenha sido um bom dia frustrante.
Há quem diga que rosas são seres de outro planeta. Sendo isso verdade, que mal causariam? Provavelmente o mau do amor. Rosa, linda rosa!

In verso



"Reescrever ao inverso,
do verso à capa,
da caixa a tampa
com a tampa tão pouco
um terço, eu peço
o (meu) universo"

Sem perder tempo.


Vou aproveitar que hoje estou com muita disposição, e vou logo publicar o material que já havia escrito/postado no decadente - mas não menos importante- facebook.

Aí vai...

"É um grande perigo dedicar tempo para contar estrelas, pois no auge da contemplação uma brilhará muito mais no céu pontilhado.
Me pergunto se isso não seria injustiça... Logo lembro: era deslealdade antes mesmo de começar!
Bons dias intrigantes.

Deslealdade antes de começar?!

Ainda que perigo
ainda que deslealdade,
Nada faria sentido sem um céu
Sem estrelas!
Admirar é o que me cabe,
é o que me basta!"

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Algo sobre Introdução, Justificativa, Objetivos, pena e tinta...


Existem determinados dias em que possuo a extrema necessidade de escrever, e assim deixar que minh'alma extravase por entre meus dedos. Nesses dias tenho a nítida impressão de que meu corpo não suportará tudo o que penso, e sinto. Escrever acaba se tornando uma boa maneira de "aproveitar" todo esse excesso. Com sorte, esses dias atípicos servirão de tinta - e este blog de pena- para que, eventualmente, eu possa postar pensamentos e inutilidades, para mim, e para quem mais interessar. Como é meu primeiro post, e não tenho a intenção de que escrever/ler se torne algo extremamente cansativo, vou encerrando por aqui. Pense sem moderação!